01 junho 2014

Crônica: Um livro de casos.

 Histórias de amor são sempre dignas de serem ouvidas e quem sabe escritas, quando conheço algum casal dou um jeito de perguntar como eles se conheceram e momentos engraçados (ou não) pelos quais passaram e fantasio um futuro livro. Meus pais estão há 17 anos casados e tudo começou na delegacia quando um dos dois perguntou que horas eram e o outro respondeu "onze e meia", depois disso não teve mais jeito, veio o namoro, os filhos, as brigas e as conquistas. Tenho uma amiga que demorou sete anos pra assumir o que sentia, hoje ela namora há quase 4 anos... É mais ou menos parte de uma vida. Uma loucura. Meus avós se conheceram na adolescência e naquela época não tinha escolha, era casar ou casar. Dizem que os dois nem se curtiam, mas com o tempo construíram a relação que durou por uns 60 anos e nos outros 30 que se passaram sem meu avô, foi a maior saudade que minha avó já teve/tem. Também tenho uma amiga que sofreu de um amor a primeira vista com 14 anos e aos 18 o amor foi correspondido. Dá pra acreditar? A famosa história da "espera". Os dois são uma melação, têm apelidinhos fofinhos e as vezes falam com voz de criança no telefone enquanto quem está perto faz cara feia, mas com a maior vontade de ter algo assim, sem medo, just love, sem preconceito. Somos rodeados de casos mal resolvidos que depois se resolvem, se completam em um universo paralelo que só quem sente sabe onde é. Separações, alterações de status de relacionamento nas redes sociais, de "relacionamento sério" a "acabou" e dias depois "a gente voltou de novo". Nuances da vida. Tem gente que não acredita, que se guarda. Diz que é imune e não tem tempo de se encontrar em outro alguém, que é o caso de uma prima... Ela se apaixonou só uma vez e depois da sua maior decepção anda em meio a amores casuais, pra não dizer encontros rápidos de uma noite. E a gente pergunta "Tá, mas não rola uma química a mais?" e ela bate o cigarro pra cair as cinzas, solta a fumaça ao vento e diz "pra quê?" voltando o cigarro na boca como se vivesse perdida... Nas cinzas do que ela nunca conseguiu superar. Acho uma frieza quem não se entrega, quem não tenta. É tão alegre a sensação de ter uma sensação dessas, daquelas que te deixam quente, inquieta, impaciente, maluca, feliz. Feliz mesmo com quarenta e cinco minutos de atraso, de vestido preto e um salto macabro, de lábios rosa pra não chamar tanta atenção e várias mensagens no whatsapp "estou no trânsito, calma", "já chego aí" e você responde "ok", mas queria cometer um assassinato. Só que ele é o cara que em outubro estava de cardigã cinza e calça jeans num sábado a noite carente demais que nem te olhou, mas você colocou na cabeça que te olhou e em dezembro vestia uma camisa xadrez, outra calça jeans e um olhar mais próximo, agora já se passaram 17 meses e ele ainda tem a mesma calça, a sua favorita, por sinal. Espere mais, talvez sua história seja outra linda história, uma que dure 10 anos, 60 anos e deixe saudades.

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2 comentários:

  1. Muito lindo esse texto *-*
    Chegando hoje e amando seu cantinho <3

    www.chadecalmila.com

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  2. Amei seu blog! Parabéns pelo texto!

    www.lehandroferreira.blogspot.com.br

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