23 setembro 2013

Conto: Efeitos do Destino- Parte 10

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O filme era sobre um demônio que assombrava a casa de uma família, e realmente ele puxava a mocinha da cama e os objetos da casa voavam para todos os lados também. No começo achei patético, adorava assistir terror para rir das cenas, mas na metade do filme estava com medo até de olhar para a cozinha ou de ser atingida por algo vindo do além. Cheguei o mais perto que pude do Andrew, e não sei em qual parte ele pegara no sono, mas estava quase roncando e eu achei o cúmulo do absurdo a pessoa conseguir dormir assim do nada na minha casa bem no meio de um filme assustador. Mexi em seu braço para que ele acordasse, chamei seu nome duas vezes quase suplicante, mas o máximo que Andrew fez foi murmurar alguma coisa incompreensível e continuar dormindo. Fiquei olhando seu rosto por uns instantes e assim quietinho ele parecia uma criança tranquila e inocente, sorri em tê-lo ao meu lado e alinhei meu corpo ao dele naquele pequeno espaço que sobrava enquanto o filme continuava. Minutos depois não aguentei meus olhos insistindo em fechar e dormi, mas acabei sonhando que estava sendo puxada pelo jardim por um espírito e gritava chamando pelo meu pai. Não sei se me assustei com o espírito ou com a imagem do meu pai que também era um espirito, mas acordei de repente e o susto foi tão grande que caí do sofá:
- AI!!!
- O que foi? O que foi?- Andrew sentou no sofá em um súbito.
- Até que enfim acordou- respondi depois de ter batido a cabeça no chão.
- O que você tá fazendo ai? Você caiu? - percebi o começo de um sorriso.
- Sim, eu caí. – encostei-me ao sofá passando a mão na cabeça.
- Como?- pronto, ele já estava gargalhando. 
- Não sei. Eu estava dormindo e me assustei. – comecei a levantar do chão e ele ria como se fosse uma piada. - Dá pra me ajudar? Eu posso ter partido meu crânio.
- Você tem isso? - disse fugindo espanto.
- Ao contrário de você.- mostrei a língua pra ele e logo Andrew estava do meu lado- O que é isso, Andrew? O que você... - em um gesto rápido ele colocou seu corpo sob o meu e quando ficamos deitados, ele segurou meus punhos- Me solte já.
- Dá pra você parar de falar, Lauren? – pensei em responder, mas Andrew já estava me beijando e não tive forças pra afastá-lo, então cedi e deixei que ele segurasse meus punhos ao chão. O beijo acelerou e desacelerou várias vezes, senti que ele sorria a cada mudança de velocidade. Ele desceu os lábios para o meu queixo e depois para o meu pescoço dando beijos mais suaves, voltou para a minha boca enquanto me soltava e levava a mão para o zíper do meu moletom. Segurei em seu cabelo e puxei sua cabeça para cima:
- Amor, vamos parar por aqui, né!?
- Fica quieta por cinco minutos. Por favor. – ele voltara a segurar meus punhos e a me beijar freneticamente, deixei que meus instintos me levassem. Retribui ao beijo e sem que eu percebesse já estava sem minha blusa. Andrew levantou um pouco e tirou a camisa, depois voltou a me beijar e levou a mão para de baixo da minha camiseta e por fim tentou tirar o short:
- Se você me ajudasse iríamos economizar meia hora. – ele disse rindo. 
- Se saíssemos daqui seria mais confortável. – rebati. Em poucos segundos ele estava comigo no colo e sentando no sofá. Sentei em seu colo e ele levou minhas pernas para trás de modo que ficassem cruzadas em suas costas, sem parar de me beijar nem por um minuto. Eu não sabia mais o que fazer, nunca tivemos um momento assim em toda a relação. Só algumas vezes, mas nunca tão... Quente. É correto usar quente nessas situações? Andrew tirou minha camiseta e tornou a beijar meu queixo, meu pescoço e me abraçou. Achei que seria um ato romântico, mas percebi que ele estava inquieto mexendo no meu sutiã. Com certeza estávamos indo longe demais:
- Andrew, você tem certeza disso?
Ele voltou o rosto de frente com o meu e ficou me encarando, depois me deu um selinho e disse:
- Lógico, amo você e podemos tentar. 
- Mas... Mas não sei se estou preparada. Aliás, eu não sei nem o que fazer.
- Ninguém nunca sabe. – e continuou me beijando deitando meu corpo no sofá rapidamente. Já deitada pensei em tudo que sabia sobre sexo e desanimei por não saber nem o básico. Perguntei-me se And tinha alguma experiência, mas nunca havíamos tocado no assunto e eu me arrependi por isso. Será que ela era o expert nisso ou tão lerdo quanto eu? Pelo jeito não. Andrew passou a mão pela minha cintura e abriu meu shorts afastando-o até minha coxa, eu tinha que fazer alguma coisa. Quis sumir, mas sentia um calor estranho e desconhecido que me animava. Ajudei-o a tirar o shorts, e ele acariciava minhas pernas me deixando mais nervosa e louca ainda. Puxei seu corpo para o meu e ele sussurrou umas duas vezes que me amava, nem abri a minha boca porque se eu o fizesse, iria falar merda e não podia estragar aquilo, era importante. Puta vida, eu deveria ter lido alguns livros de ajuda, deveria ter ligado para as minhas amigas mesmo que elas rissem da minha cara.
- Você tem que se acalmar, amor. - disse beijando minha testa.
- Ok, ok. Eu tô calma. É que... Não seja injusto comigo. Eu, eu não tô calma coisa nenhuma.
- Eu sei, caso queira parar eu entendo. - And era meigo quando queria.
- Não, não quero. - e beijei-o novamente passando a unha por suas costas. Me acalmei aos poucos e quando me esqueci do mundo ao redor e me concentrei naquela sensação nova e única, o celular dele começou a vibrar na mesinha. - Ah, não.
- Espera um pouco- ele sentou no sofá e atendeu ao celular- Oi? Hum. Vou tentar chegar aí, mãe. - que velha mais... Mais filha da mãe.. 
- O que aconteceu?- perguntei quando ele desligou.
- Meu pai precisa de ajuda e minha mãe não sabe lidar sozinha com ele.
- Sei.- peguei minha blusa do chão e comecei a vestir, Andrew me olhou desanimado e me pegou no colo de novo pedindo desculpas:
- Isso te dá mais tempo para se preparar.
- Falando assim parece até algo sério demais. - ou uma ameaça também.
- Mas é sério, Lau.
- É...
- Bom, eu vou indo. Amanhã passo aqui durante a tarde e não se esqueça da festa. - ele já estava quase vestido e saindo de casa.
- Infelizmente eu não vou me esquecer. - depois de colocar toda a roupa, abri a porta pra que ele saísse.
- Até amanhã- nos abraçamos e ele foi em direção ao carro andando todo desajeitado.
Fechei a porta e encostei na mesma com a cabeça girando e mil pensamentos nela. Subi para o quarto e disquei o número da Cath, pois era a única pessoa confiável no mundo que eu poderia contar. Tocou até cair na caixa postal e me lembrei que ela tinha saído e provavelmente nem estava com o celular. Bendita Cath. Continuei parada no quarto relembrando cada segundinho do avanço que tive com Andrew e sorri sozinha. Eu precisava aprender alguma coisa, não iria demorar pra acontecer de novo.
Continua.

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14 comentários:

  1. tipo ...Como assim o que foi Andrew?? To aqui caída no chão, me ajuda u.u kkk
    "- Dá pra você parar de falar, Lauren? " finalmente vai por ordem no barraco e mostrar que é o homem da relação kkk Depois que ela for agredida vai ficar reclamando, o que custa ficar quieta um minuto ?? Com certeza a Lau, não podia abrir a boca se não ia broxar tudo u.u apenas acho kkk
    Achei fofo o final ♥ Aguardando o próximo capitulo . Beijos irmã

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    1. KKKKKKKKKKKKKK você sempre fazendo observações engraçadinhas, irmã kkkkk <3 Essa Lauren tá me saindo uma bela de uma irritante, até eu passo vontade de dar na cara dela, isso porque eu que inventei kkkk vou postar, não me bata <3

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  2. andrew colocando moral u.u porrrrrrrrrrrrrrrrque alguém tem sempre que aparecer, no caso ligar, pra estragar o momento ? estou zangadíssima u.u "eu precisava aprender alguma coisa" kkkkkkkkkk tô imaginando ela assistindo fimes proibidos kkkkk sou muito mente poluida, tchau.
    beijos!

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    1. É verdade, sempre tem algum marotinho invadindo as intimidades alheia HAUAHAUAHAU u_u sabe que na hora de escrever eu pensei nisso, mas achei muito sei lá, quem sabe coloco no próximo, seria muito engraçadinho kkkkkk

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  3. Andrew seu lindo shaukshaukshauksha
    muito bom, quantos capítulos vão ser flor?

    Beijos adoro o conto *-*

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    1. Olha, eu não sei ahauahuuaha :( era pra ser uns 10, mas acabei inventando muita coisa e agora vai indo, indo, só não quero enrolar demais pra não ficar cansativo rs <3

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  4. que fofos os dois hehe
    eu to viciada , preciso do próximo capitulo pra agora pode ser ?
    tu escreve bem demais amor

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    1. Vou fazer um suspense e já posto ahauahauuaa

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  5. Oi Fran, tudo bom?
    Nossa, arrasou! Sério mesmo, continua porque está lindo! Melhor que muito começo de livro famoso!
    Já pensou em escrever um livro? Você vai longe com esse talento!
    Andrew super fofo, já amando ele desde já! Imaginando que galã de cinema serviria para interpretá-lo....
    Parabéns!
    Tem post novo!
    Beijos
    Endless Poem

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    1. Obrigada, Sarah <3 Vindo de ti, fico lisonjeada. Eu pensei, penso, tô pensando agora de novo nessa hipótese, vou até te contar que vem novidade por ai com relação a isso ahuahauha Eu até agora não consegui imaginar alguém que se encaixe para ser o Andrew, kkkkk me conte quem você imaginou ~~

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  6. Sério? Cadê esse Andrew quando eu mais preciso. Tá lindo e eu compraria um livro seu ♥

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    1. hauahuaha vocês está apaixonadas por ele, ai meu Deus <3 kkk Então eu vou esperar você comprar quando eu publicar hein <3

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  7. Haha a menina cai e ele ri u.u Parece meu namorado, me deixa sozinha assistindo o filme que ele escolheu e depois simplesmente acorda perguntando o que ocorreu e tirando sarro.
    Fiquei impressionada como as coisas esquentam rápido. Eu amo ler, mas odeio ver um 'Continua'
    u.u Injusto!

    Beijão

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    1. uahauhaa sei como é isso. Pois é, estão muito safadinhos esses dois ahauhauha

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