05 junho 2013

Mude essa rotina


Acorda cedo para o trabalho já se preparando para mais um dia daqueles. Se arruma rapidamente com preguiça sabendo que precisa ir bem arrumada e que não pode demorar muito pra se maquiar ou arrumar o cabelo. Sai apressada e no trânsito dá início a irritação diária, afinal quem é que gosta de engarrafamentos e office-boy cortando o pequeno espaço entre o seu carro e o ao lado? Ou melhor, quem é que gosta de pessoas batendo no vidro pra fazer alguma propaganda e entregar panfletos? Ninguém, né! Então chega no trabalho com 2 minutos de atraso (ninguém vai morrer por isso), entra no elevador e lógico que está lotado. Para finalmente no 5º andar e encontra os colegas da agência com as mesmas expressões de sempre, a amiga ao lado super animada contando sobre o novo cara que conheceu e sua única novidade é que vai ao museu na próxima terça, enquanto isso o chefe com um casamento mal-resolvido enche o saco logo cedo e dá mil tarefas pra serem feitas em poucas horas, seu pensamento diz que seria mais fácil conquistar o mundo do que terminar tudo a tempo. As horas passam arrastadas e o Paulo, aquele cara chato que é o tal do gerente, parece ser o culpado por isso já que gosta tanto de infernizar todos. Só mais um pouquinho... Hora do almoço seguida de um belo suspiro de "ufa", mas não dá pra ir em casa e a única opção é o restaurante há duas quadras naquele lugar movimentado, isso significa que o horário "zen/relax" ficará pra mais tarde. Na rua celulares tocam sem parar e as pessoas andando pra lá e pra cá com conversas paralelas em uma correria insana tentando ganhar mais tempo, o mundo está doente. Chegando ao restaurante teve um almoço rápido que ficou mais pra fast-food, pagou a conta e olhando no relógio viu que tinha mais alguns minutos, decidiu andar um pouco e fazendo praticamente o mesmo caminho a loucura continuava, aliás, nunca parava. Passando em frente a uma loja viu um vestido na vitrine que chamou a atenção, mas por que tão caro assim? Desistiu na hora, nem ia ter onde usar mesmo, pois não saía de casa pra um evento ou algo do tipo há meses... No entanto, continuou olhando, só que dessa vez não para o belo vestido de renda e sim para o reflexo do poste no vidro com um anúncio colado "cartomante da zona sul, trago seu amor em uma semana" e o número logo embaixo, sério que as pessoas acreditam nisso? Voltou ao trabalho, todos mais sossegados e o chefe continua zangado. Agora as horas passaram voando, a Bia que senta ao lado tinha um assunto diferente a cada minuto e sua mente se perguntando como é possível uma só pessoa ter tanta coisa pra falar, mas concorda com tudo sorrindo e dizendo "hum" e "huuuuuum" nos momentos certos. Fim do horário comercial, fez o que podia e deixou algumas planilhas para outro dia. Logo começam os planos, afinal, é sexta-feira. Recebeu dois convites diferentes e obviamente recusou, porém já no terceiro sentiu algo estranho como se o eu interior te dissesse "vá se divertir, pelo amor de Deus. Não aguento mais ficar em casa com você", mediu rapidamente os prós e contras e os afazeres ficaram pra depois porque acabou aceitando. Analisou minutos depois se tinha sido uma boa ideia, achava que sim e estava arrependida por não ter comprado o vestido que vira. Foi pra casa um tanto animada, mas se decepcionou a ao ver que não tinha nada bonito no guarda-roupas; Suas próximas metas eram fazer compras e claro, sair mais vezes. Ter quase 30 anos estando solteira era uma crime e não queria ter que ir até a zona sul, que por sinal era bem longe e muita apelação... E que mal tem ir em  um  barzinho? Nenhum, até faz bem. Os amigos podem ter outros amigos e mais outros amigos e no meio deles com certeza terá algum cara que combine direitinho. Não precisa ser muito alto ou exagerado, tem que ser um casual e educado, com bons assuntos, claro. Aí pode rolar uma conversa legal e quem sabe um encontro, pois é assim que começam os melhores romances e sonhar nunca foi proibido, né?

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